{"id":537,"date":"2023-12-12T09:41:22","date_gmt":"2023-12-12T12:41:22","guid":{"rendered":"https:\/\/advocaciajacques.com.br\/?p=537"},"modified":"2023-12-16T02:56:22","modified_gmt":"2023-12-16T05:56:22","slug":"stj-publica-teses-de-direito-processual-penal-processual-civil-e-do-consumidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/advocaciajacques.com.br\/index.php\/2023\/12\/12\/stj-publica-teses-de-direito-processual-penal-processual-civil-e-do-consumidor\/","title":{"rendered":"STJ publica teses de Direito Processual Penal, Processual Civil e do Consumidor"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"537\" class=\"elementor elementor-537\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a8fbe93 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"a8fbe93\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;content_width&quot;:&quot;boxed&quot;}\" data-core-v316-plus=\"true\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ab293a7 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ab293a7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.17.0 - 01-11-2023 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t<p>A 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a estabeleceu a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal para julgar caso de crime de amea\u00e7a em que o agressor, que vive nos Estados Unidos, utilizou o Facebook para amea\u00e7ar uma ex-namorada que mora no Brasil.<\/p><p>A decis\u00e3o foi tomada com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal. Segundo o colegiado, embora as conven\u00e7\u00f5es firmadas pelo Brasil em temas ligados ao combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o tratem do crime de amea\u00e7a, a Lei Maria da Penha (11.340\/06), que prev\u00ea a fixa\u00e7\u00e3o de medidas protetivas, concretizou o dever assumido pelo pa\u00eds de proteger a mulher contra toda forma de viol\u00eancia.<\/p><p>A mulher autora da a\u00e7\u00e3o havia pedido medidas protetivas no \u00e2mbito da Justi\u00e7a estadual ap\u00f3s sofrer amea\u00e7as pela internet por um homem com quem manteve relacionamento quando fez interc\u00e2mbio nos Estados Unidos. Mas a Justi\u00e7a estadual declinou da compet\u00eancia, afirmando que compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal processar e julgar crimes previstos em conven\u00e7\u00e3o internacional quando o delito tiver in\u00edcio fora do pa\u00eds e resultado no Brasil, conforme o artigo 109 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p><p>No entanto, a Justi\u00e7a Federal de primeiro grau devolveu o processo \u00e0 Justi\u00e7a estadual por concluir que as conven\u00e7\u00f5es tratadas nos autos n\u00e3o preveem qualquer tipo penal referente \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica. Para o juiz, a situa\u00e7\u00e3o narrada nos autos n\u00e3o configuraria crime \u2014 pois teria sido apontada apenas situa\u00e7\u00e3o de sofrimento psicol\u00f3gico e diminui\u00e7\u00e3o da autoestima, o que demandaria medidas cautelares c\u00edveis. Ele considerou que o r\u00e9u n\u00e3o entrou no territ\u00f3rio nacional e que os crimes atribu\u00eddos a ele n\u00e3o ensejariam a extradi\u00e7\u00e3o. O relator do conflito no STJ, ministro Joel Ilan Paciornik, destacou inicialmente que a v\u00edtima, inclusive por meio de boletim de ocorr\u00eancia, teve inequ\u00edvoca inten\u00e7\u00e3o de dar conhecimento dos fatos \u00e0s autoridades policiais e judici\u00e1rias, a fim de que fosse garantida sua prote\u00e7\u00e3o. O ministro lembrou que, de acordo com a jurisprud\u00eancia da corte, a representa\u00e7\u00e3o do ofendido nas a\u00e7\u00f5es penais p\u00fablicas condicionadas dispensa formalidades.<\/p><p>O ministro reconheceu que n\u00e3o h\u00e1, neste caso, crime previsto em tratado ou conven\u00e7\u00e3o internacional. Segundo Paciornik, apesar de o Brasil ser signat\u00e1rio de acordos internacionais que asseguram os direitos das mulheres, esses documentos n\u00e3o descrevem tipos penais. Est\u00e3o entre os tratados a Conven\u00e7\u00e3o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol\u00eancia Contra a Mulher e a Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o contra a Mulher.<\/p><p><strong>Entendimento do Supremo<\/strong><\/p><p>Por\u00e9m, o relator destacou que, em situa\u00e7\u00e3o semelhante, o argumento de aus\u00eancia de tipifica\u00e7\u00e3o em conven\u00e7\u00e3o internacional foi derrubado pelo STF ao analisar casos de pedofilia na internet. Em julgamento com repercuss\u00e3o geral reconhecida, a corte superior concluiu que o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente \u00e9 produto legal de acordos internacionais celebrados pelo Brasil.<\/p><p>\u201c\u00c0 luz do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, embora as conven\u00e7\u00f5es internacionais firmadas pelo Brasil n\u00e3o tipifiquem amea\u00e7as \u00e0 mulher, a Lei Maria da Penha, que prev\u00ea medidas protetivas, veio concretizar o dever assumido pelo Estado brasileiro de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher\u201d, concluiu o relator ao fixar a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal. Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do STF.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>Fonte:\u00a0Conjur<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a estabeleceu a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal para julgar caso de crime de amea\u00e7a em que o agressor, que vive nos Estados Unidos, utilizou o Facebook para amea\u00e7ar uma ex-namorada que mora no Brasil. A decis\u00e3o foi tomada com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal. 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